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Em defesa de uma petroquímica nacional e estatal

04 de Julho de 2018


Por Carlos Itaparica

O movimento sindical está muito apreensivo com a possível venda da Braskem para uma empresa estrangeira, como foi anunciado recentemente. É bom lembrar que desde o processo de instalação da indústria petroquímica brasileira a nossa voz tem ecoado na defesa dos direitos dos trabalhadores e nos interesses do povo brasileiro. O Polo Petroquímico de Camaçari, surgido em plena ditadura militar, nos anos 70, teve de enfrentar o assédio das multinacionais e rompeu paradigmas ao seguir o sistema tripartite composto pela Petroquisa, pelo capital nacional e pelo capital estrangeiro, que garantiu a administração e o comando da petroquímica nas mãos dos brasileiros. 

Quase seis décadas se passaram para o desenvolvimento da indústria petroquímica no Brasil e, apesar de sua consolidação, os modelos de gestão se mostraram inadequados e falhos porque, na nossa perspectiva, faltou uma política governamental de desenvolvimento industrial. O processo de reestruturação e privatização do setor na década de 90, por exemplo, provocou desemprego e prejuízos para o povo brasileiro. Iniciativas governamentais adotadas entre os anos de 2003 e 2016, por outro lado, favoreceram o desenvolvimento industrial no setor e as players nacionais tiveram condições de enfrentar o capital internacional, fortalecendo a Braskem. Fomos contrários a esse modelo porque defendemos a petroquímica sob o comando estatal, sendo um braço da Petrobrás. De qualquer forma, esse momento garantiu que o controle da petroquímica continuasse nacional.

Se você prestar atenção ao seu redor, vai perceber a importância da petroquímica no dia a dia de todos. Muitos produtos presentes em nossa vida moderna vêm da indústria petroquímica: televisão, celular, peças de automóveis, roupas, cosméticos, fraldas, detergentes, produtos farmacêuticos, além das embalagens plásticas etc. A petroquímica agrega muito mais valor à cadeia de petróleo. Agora, imagine essas mercadorias sendo produzidas apenas por empresas multinacionais, que podem estar instaladas em qualquer parte do mundo, inundando o mercado nacional com produtos importados e acabando com o emprego dos brasileiros. Isso não é difícil de imaginar, pois já vem acontecendo em outros segmentos produtivos.

Quem governa atualmente não pensa no futuro do país, nem no seu povo. Esse governo está vendendo as reservas de petróleo, ameaçando entregar o Aqüífero de Guarani – um dos maiores reservatórios de água do mundo – e o controle da Eletrobrás, além das nossas riquezas minerais ao capital internacional. Agora, ameaça também entregar a petroquímica brasileira, por falta, dentre outras coisas, de uma política industrial para o setor.

Não vamos ficar calados enquanto existir ameaça de entregar o setor às empresas estrangeiras. Vamos continuar lutando em defesa de uma petroquímica ligada à Petrobrás, comprometida com os interesses nacionais e com o fortalecimento do setor plástico para que mais empregos e riqueza sejam gerados para os brasileiros.

Carlos Itaparica é diretor da Confederação Nacional do Ramo Químico (CNQ-CUT), do Sindiquímica-BA e funcionário da Braskem.

 

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